A Casa de Sergipe

O IHGSE teve como inspiração o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, criado no tempo do Império. Por longo tempo foi – ainda é – chamado Casa de Sergipe. Sempre foi visto como o guardião da memória sergipana. Seus documentos, atas, mapas, leis, decretos e jornais de diversas épocas revelam também o pensamento dos seus escritores.

Embora tenha sido apoiado por muito tempo pelo Tribunal de Relação e usando seus espaços para reuniões e eventos, ele sentiu que precisava ter um lugar realmente seu, o que não foi fácil. Viveu um tempo numa sala do Palácio do Governo … depois em uma casa alugada na rua de Maruim, depois outro tempo na Biblioteca Pública (localizada num prédio onde hoje está a Câmara de Vereadores), ou ainda em uma casa da travessa José de Faro. Todas as mudanças lhe davam certeza de que precisava não ser um caminhante, pois seu acervo de documentos aumentava, sua biblioteca também. Durante vinte anos viveu assim, até que tomou a decisão de lançar-se numa campanha para adquirir recursos para ter uma sede própria.

Tudo caminhava para uma solução com o apoio de autoridades, quando veio a Revolução de 30 e as negociações interrompidas e os recursos suspensos só retornando em 1934.

O prédio com seu projeto Art Decô, de autoria de Hermann Otto von Altenesch, foi entregue em 1939, dando ao IHGSE grande prestígio na sociedade.

Aquarela de Tintiliano (Coleção IHGSE)

Aí finalmente, o Instituto pode organizar, ao longo do tempo, seus espaços, fazendo surgir:

  • Biblioteca Irmãos Rodrigues Dória (Geral e a Seção Sergipana)
  • Arquivo
  • Hemeroteca
  • Museu Galdino Bicho
  • Pinacoteca Jordão de Oliveira
  • Auditório Governador Lourival Baptista
  • Reserva técnica
  • Diretoria e Secretaria

Completados 106 anos em 2018, a Casa de Sergipe teve os seguintes Presidentes: